chove em mim, criança
deita em meu colo
que eu disfarço
o quanto você será só
daqui vinte anos
não brinque até o sol se pôr
sozinho com a solidão
batendo faltas em retirada
enfrentando teus vilões
deixa chover em mim
que eu já suporto o frio
você vai ser tão só
tão só de não poder mais
ser tão você
deixa que eu rasgue a cara
quebre os joelhos, me esqueça,
mas te lembre
de nunca crescer assim
vem, que eu te deixo dormir
sem pensar na morte
sem ter que perder o medo dela
sem aprender a conviver com isso,
com você em pânico, com o resto
deixa que eu vou à frente
piso em todos os cascos
com meus pés cansados
depois passe por cima de mim
sem se lembrar disso
v.abreu
1 sem o que fazer:
caraca, esses dois últimos estão fenomenais, meu caro! Muito bons!
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