sempre vai embora com o sopro
com as janelas abertas
e não vem mais o gosto
nem o de ficar
sempre se manda na manhã
enquanto o sono está
divaga aos corredores
toda a solidão
um estreito abraço apertado
deixado na última porta
e o caminhar cortando praças
e o nunca chegar
sempre tão só a tua presença
que a ausência se mete
no meu tempo, trocando a hora
pela honra de não chegar
eu sempre acordo todo dia
para nunca mais acordar
nem o dia, nem o nada, nem isto
me fazem dormir tão bem
v.abreu
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