porque essa vista
este chão
me tem tão desperto
por perto
que só escrevo poemas
em poeiras
com meus pés
e desato a
apagar cada verso
com um único dedo
pra saber do tempo
que perco e dos traços
colados em mim
com honras e protestos
desapareço para me restar
como um silêncio tão
mas tão construído
didaticamente
que parece falar
sobre minhas mãos
essa coisa da solidão
passa a ser interessante
e sórdida e complexa
que por vezes perco
o tom e chuto o vento
pra fazer um pouco
de efeito
nas coisas do mundo
só me fica o caminho
das palavras perdidas
e decisões nunca tomadas
mas levadas em frente
sem nunca desobedecer
sempre reverenciar
o parco destino
de não ser
v.abreu
0 sem o que fazer:
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