na pele

um tanto de ódio no abraço
mãos dadas com o que se vai
tantas ruas sem caminhos
e estes sem ninguém
e este como a gente

tão ninguém como todos
num universo contínuo de desagravos e encantamentos
com alegrias tão pequenas
insanidades lógicas
e uma música que aguentamos no som ambiente

somos todos tão breves
como nossas ideologias e devaneios
tanto quanto pelo tempo que aguentamos
nosso olhar mais baixo e palavra mais curta
enquanto damos bons dias

suportamos tão pouco
mas ainda aguentamos tantos
especialmente tempo e profecias
e ainda as ideias que faltam

v.abreu

Nenhum comentário: